Antes de ler esse post, leia: Take 5 – apresentando a proposta

Repostas: André Gatti / Hernani Heffner

O terceiro a mandar as suas respostas foi Antonio Carlos Amâncio, mas conhecido como Tunico. Roterista, pesquisador e professor da UFF; um dos grandes entendedores da produção cinematográfica brasileira.

5 perguntas e 5 respostas: ensino superior de cinema no Brasil

1. O que esperar de um curso superior de cinema (na perspectiva de quem vai estudar, ensinar, produzir e pesquisar)?

  • Um curso de cinema inicia o estudante em qualquer um desses campos. O aprendizado se dará pelas condições da universidade ( corpo docente, equipamentos e instalações), mas principalmente pelo engajamento do aluno. Um curso de cinema na universidade ( como em muitos outros campos), não fornece formação integral (nem aqui nem o exterior), para todas as atividades ligadas ao cinema. Há sempre focos e excelências. O que o estudante pode esperar é uma imersão na atividade, para que ele possa escolher seu caminho profissional e começar a exercitá-lo logo.

2. Até que ponto a vinculação com a área de comunicação prejudica ou prejudicou o ensino de cinema no Brasil?

  • O estudo do cinema e do audiovisual tem particularidades que a área de comunicação não atende. A prática é muito específica e questões de linguagem, história e estética são um campo amplo, nem sempre cabível nos programas de comunicação, dada a sua generalidade. A comunicação, eu diria, está “sobre” o cinema. E esta “base” é muito particular, merece reflexão à parte.

3. Existe ou existiu uma dicotomia entre teoria e prática na proposta pedagógica dos cursos?

  • Sim, mas é sempre objeto de revisão e crítica…. nos bons cursos, é claro. Nem uma, nem outra, sobrevivem sem seu contraplano dialético.

4. Qual a importância de um curso superior de cinema na atividade cinematográfica, tanto no aspecto prático como no teórico?

  • Na verdade, os cursos são plataformas de formação e deste modo geram grupos, tendências, práticas, ampliam o campo da reflexão e da crítica. Existem concretamente no campo cultural brasileiro, vide a relação dos cursos com os curta-metragistas, curadores de mostras, pesquisadores acadêmicos e profissionais do mercado.

5. Cursos superiores de cinema são centralizadores de produção (tanto prática como teórica) cinematográfica local?

  • Podem ser, dependendo da inserção da universidade na cultural local. Eles podem ser irradiadores de práticas culturais importantes.

Conexões: Página na UFF / Entrevista / Resenha do Livro / lattes

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