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Por hora, não cabe aqui especular os motivos da exoneração do “todo poderoso” da Cinemateca Brasileira. Por hora, temos que comemorar e esperar que o novo nome tenha um perfil oposto de seu antecessor. Espero que o sucessor seja da área de preservação, e que não tenha rabo preso com o grupo que deu suporte ao Carlos Magalhães, e que a caixa preta da entidade seja aberta, depois de anos e anos de reclamações por parte de pesquisadores e realizadores de cinema.

Para quem não sabe, a Cinemateca Brasileira é gerida por uma Oscip – Sociedade Amigos da Cinemateca CNPJ N. 59090092000190 e tem um orçamento considerável, oriundo de recursos públicos. A entidade é responsável por cuidar dos programas de difusão e preservação do cinema brasileiro, e tem a competência no depósito legal de filmes bancados pelas leis de incentivo.

Acredito que no momento, o tecnocratismo marketeiro possa dar lugar para uma gestão mais democrática, participativa e também técnica que prime por políticas de Estado e não pode eventos ou ações de curto prazo. E as viúvas do Paulo Emílio Salles Gomes que me perdoem, mas o tempo de vocês acabou.

MINISTÉRIO DA CULTURA

SECRETARIA EXECUTIVA

PORTARIAS DE 15 DE JANEIRO DE 2013

A SECRETÁRIA-EXECUTIVA DO MINISTÉRIO DA CULTURA – SUBSTITUTA, no uso da competência subdelegada pelo art. 2º da Portaria Ministerial nº 334, de 12 de junho de 2002, publicada no Diário Oficial da União, de 14 de junho de 2002, e de acordo com a Portaria Ministerial nº 819, de 7 de dezembro de 2011, publicada no Diário Oficial da União de 9 de dezembro de 2011, e em conformidade com o disposto no Decreto nº 7.743, de 31 de maio de 2012, publicado no Diário Oficial da União de 1º de junho de 2012, resolve:

No – 32 – EXONERAR, CARLOS WENDEL DE MAGALHÃES, CPF nº 010.351.658-13, do cargo de Coordenador-Geral, código DAS 101.4, da Cinemateca Brasileira, da Secretaria do Audiovisual, a contar de 10 de janeiro de 2013. (Proc. 01400.001017/2004-76).

(…)

Fonte: http://www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?jornal=2&pagina=7&data=16%2F01%2F2013

2 thoughts on “Cinemateca Brasileira: Carlos Magalhães é exonerado

  1. Mínimo desvio: acho que, para a justa imagem do Paulo Emilio, poder-se ia evitar (baixou o Janio), em alguma medida, a sua mitificação-folclorização, em nome de um símbolo e de sua significação. Teve e tem sua ampla importância, com alta influência, mas, de quando em quando, sua sigla PMSG torna-se culto acrítico, sem recuo e distância histórica, com honrosas exceções acessíveis (vide tese de Pedro Plaza na ECA-USP)

    (https://www.facebook.com/cleber.eduardo.14/posts/197562503715818?comment_id=778997&offset=0&total_comments=9)

  2. Pingback: A pseudo crise da Cinemateca Brasileira e a preservação cinematográfica no Brasil | produtor.org