Clique para acessar a página do Talk Show do Rafucko

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O segundo convidado é Rafael Puetter, o Rafucko, midialivrista e artivista carioca, que ganhou notoriedade pelos seus vídeos humorísticos e pela denúncia contra a violência policial nas Jornadas de 2013. Em 2014 ele lançou uma proposta audaciosa de Talk Show para internet. Proposta essa, que se pautou pela independência editorial, enfoque em conteúdo crítico e de humor inteligente com viés de esquerda. As recompensas foram universais e independente de qualquer valor investido na idéia.

1.Fale da sua trajetória na internet e de como o financiamento colaborativo – crowdfunding – pintou no seu caminho.

Essa ideia tava guardada há um ano, maturando. No início deste ano vi que já tinha conteúdo suficiente pra botar o bloco na rua. Comecei a pré-produção logo depois do carnaval, e fiz a campanha já otimista de que conseguiria a quantia final. Por isso, começamos a gravar um dia antes da campanha terminar.

2. Você já ganhou algum prêmio, edital ou mesmo captou algum dinheiro na lei de incentivo, já recebeu algum patrocínio? Como você manteve a sua atividade até agora?

É muito difícil. Ainda não recebi dinheiro de editais ou patrocínio, me financio com trabalhos de freelancer, fazendo oficinas de vídeo ou cobertura de festivais de dança, teatro, música… Não saberia explicar pra alguém como ganhar dinheiro sendo artista, mas estou bem apto a ensinar como sobreviver com pouco dinheiro (receitas baratas, etc).

3. Quais as estratégias e táticas feitas, ou que se pretende fazer, para divulgar a sua campanha e motivar mais contribuições? Existe alguma possibilidade de interação ou interferência do público na sua criação?

Existe relação, pois leio os comentários, acompanho as discussões. Às vezes os comentários viram inspiração e até fala nos vídeos. Quando eu concordo, peço autorização para a pessoa que falou/escreveu, quando é pra discordar, simplesmente me inspiro e boto num vídeo. A campanha pro Talk Show já acabou, agora é contar com o pessoal pra ajudar na divulgação.

4. Quais são as maiores dificuldades enfrentadas até agora na campanha ou, posteriormente, na feitura do seu projeto?

São todas as dificuldades de se produzir audiovisual. Tem desde os ruídos no local da gravação, como a limitação financeira – os alugueis de equipamento são bem caros, tudo custa muito. Mas a maioria desses problemas podem ser contornados com criatividade, o que dá ainda mais orgulho quando você vê o resultado.

5. Você pretende futuramente fazer uma nova campanha de financiamento coletivo? O crowdfunding é viável? E viável até que ponto para você?

É viável, sim, mas tem que ter um projeto muito sólido, e ser criativo, pra não ficar chato pedindo dinheiro o tempo todo. Ainda estamos nos adaptando com essa nova forma, mas acho que cada vez mais irá se fortalecer. As pessoas sempre pagaram TV a cabo, acho que é uma questão de tempo pra verem que talvez seja mais jogo financiar, com um pouquinho aqui e outro ali, pra viabilizar conteúdos que sejam realmente de seu interesse. É uma nova dinâmica, que exclui o intermediário (emissora de TV, patrocinadores) e liga o público direto ao artista. A sensação de coletividade é ainda mais fortalecida.

Encerrada a vitoriosa campanha, Rafucko lançou um pedindo público para que o Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, participe de seu programa.

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