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Agrego aqui três textos sobre a tal “política cinematográfica brasileira”. O primeiro texto, de Amanda Coutinho na Carta Capital, me pareceu um texto de opinião a partir do resumo da sua tese de doutorado. Os outros dois textos são respostas polêmicas de Eduardo Escorel, em seu blog na Revista Piauí.

Ainda em tempo, vale a leitura do texto O Mito e a Realidade do Cinema Brasileiro – esse é realmente de opinião – de autoria Luiz Carlos Oliveira Jr, publicado na Contracampo: http://produtor.org/2009/12/23/o-mito-e-a-realidade-do-cinema-brasileiro.

http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Cultura/O-cinema-brasileiro-vai-bem-/39/31077

Nas últimas semanas, o Informe de Acompanhamento de Mercado para o primeiro semestre de 2014 da ANCINE registrou que a renda do cinema nacional cresceu 26,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, com mais de 7 milhões de bilhetes vendidos e três filmes entre os dez mais vistos. No discurso quase consensual de que “o cinema brasileiro vai bem”, utilizam-se dos dados setoriais para demonstrar que o audiovisual brasileiro vive uma tendência de crescimento que alcança os maiores patamares das últimas duas décadas, posicionando o Brasil entre os dez maiores mercados de cinema do mundo.

http://revistapiaui.estadao.com.br/blogs/questoes-cinematograficas/geral/o-cinema-brasileiro-vai-mal

“O cinema brasileiro vai bem?” Essa é a pergunta feita no título do artigo publicado no portal Carta Maior, assinado por Amanda Coutinho, doutoranda de pós-graduação em Ciências Sociais da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A indagação é retórica, pois que a resposta negativa está implícita – a análise do suposto “boom do cinema nacional” refuta o “discurso quase consensual de que ‘o cinema brasileiro vai bem’”.

O diagnóstico de Amanda Coutinho tem o grande mérito de ser correto. Pouco convincente, porém, são os sintomas apontados como responsáveis pelo fato do cinema brasileiro ir mal – uma suposta “privatização neoliberal” que teria propiciado “a entrada das Organizações Globo no mercado cinematográfico brasileiro”, levando à “troca de elites no meio cinematográfico: de Hollywood para Globo Filmes, quer dizer, do capital internacional para o grande capital nacional articulado internacionalmente”.

http://revistapiaui.estadao.com.br/blogs/questoes-cinematograficas/geral/o-cinema-brasileiro-vai-mal-ii

Além de Como treinar o seu dragão 2, as estreias da semana, no Rio de Janeiro, incluem Em busca de um lugar comum, de Felippe Schultz Mussel, Jogo das decapitações, de Sergio Bianchi, e Tarja branca – A revolução que faltava, de Cacau Rhoden.

Junto com A culpa é das estrelas (produção da Fox 2000 orçada em 12 milhões de dólares que já rendeu 135 milhões de dólares) e Malévola (produção da Disney orçada em 180 milhões de dólares), Como treinar o seu dragão 2 ocupa agora a maior parte do mercado exibidor nacional. Produzido pela DreamWorks com orçamento de 145 milhões de dólares, o filme de animação computadorizada, distribuído pela Fox, estreou há uma semana nos Estados Unidos, depois de ter sido exibido, em maio, no Festival de Cannes. E o próximoComo treinar o seu dragão já tem data de lançamento marcada para junho de 2016.