Típica matéria paga

Toda a vez que a corda aperta, as universidades privadas apelam para matérias pagas criticando o Governo Federal por ter ampliado as vagas na Universidade Pública. No caso exposto temos “Cresce 117% índice de vagas ociosas em universidades federais”.

Cabe destacar esse trecho:

“O MEC fez uma expansão desenfreada das universidades federais”, afirma o especialista em ensino superior Carlos Monteiro. “Não teve planejamento. Em algumas regiões o aumento era desnecessário, não havia demanda. Em outras, os cursos abertos não tinham atratividade.” Para ele, o problema vai se intensificar com a abertura de novas instituições em 2010, parte delas em regiões de fronteira ou no interior do Nordeste.

Pesquisando por “Carlos Monteiro” e “especialista em ensino superior” no Google, temos o seguinte:

Prof. Carlos Monteiro
· Diretor presidente da CM Consultoria de Administração S/C Ltda., empresa especializada em consultoria educacional, com foco em reestruturação, fusões e aquisições no ensino superior. Experiência de mais de trinta anos na Gestão de IES.
· Advogado, Administrador, Sociólogo, Pós-graduado em Gestão Estratégica e Marketing.
· Especialista em Gestão Universitária (Michigan University) e em Marketing pela Madia Marketing School.

Outra pauta paga em 2008: Em 2008, 57,3% dos alunos concluíram o curso superior no país

O mesmo Carlos Monteiro é citado novamente:

Os estudantes que estão nas universidades públicas têm melhores condições financeiras. Conseguem terminar o curso em menos tempo”, avalia. Os alunos de universidades ou faculdades privadas tiveram média menor de conclusão em comparação à total, de 55,3%, no mesmo período avaliado.

O mesmo jargão surrado das universidades pagas, o qual tenta sustentar um discurso de função social das instituições de ensino privado: as públicas só tem filinhos de papai e maconheiros e que nas pagas todos teriam a possibilidade de tirar um diploma – desde que pagando.

A questão é simples: o Mercado Educacional – os tubarões do ensino – está estagnado e o PROUNI não dá mais conta de bancar essa conta. Além disso a expansão precária que o MEC fez nas Federais pelo REUNI não agradou os empresários do ensino superior. Nas matérias temos duas principais fontes: Monteiro falando pelos empresários e o INEP e/ou MEC falando pelo Governo. No campo da esquerda, mais precisamente no ANDES,  a crítica é que a expansão foi mal estruturada e não contou com os investimentos necessários, aumentaram a oferta em detrimento da qualidade. (reportagem)

Assim que sair uma matéria semelhante vou postar aqui. Provavelmente o Governo Lula, frouxo como é, vai abrir as pernas novamente como sempre faz.