Oportunismo Digital (livre e o que seja)

A querela entre a tchurminha da Cultura Digital, Livre e o que seja além de embaçar uma análise mais aprofundada a nova hegemonia que se cria no MINC, distrai a atenção e o foco em questões mais importantes nas políticas públicas.

Além de todo o desgaste de ambas as partes envolvidas nessa briguinha, a pífia atuação dos detratores da Ministra Ana de Hollanda dificilmente irá reverter o quadro que se cria. A história é bem clara: movimento pelego e chapa branca não agrega e muito menos consegue polemizar com o poder dominante.

O Cultura Digital vai se evaporar antes desse 1º semestre, fazendo não só o MINC, mas outras pastas do Governo Federal recuar em questões ligadas a propriedade intelectual, banda larga e massificação da informática no Brasil. O motivo desse esfacelamente vai além da falta de trabalho a apresentar e do descompasso entre discurso e prática, vai na gestão oportunista desses pulhas em projetos com apoio estatal (aqui é onde está a verdadeira querela)

Peguemos o exemplo do sr. Ronaldo Lemos,

Em 2007, durante o FISL – Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre, a FGV montou um stand intitulado “criei e tive como”, que congregava a produção artística de vários entusiastas do “open source” sem pagar um puto sequer. Dizia que era pela causa.

Utilizaram-se do workflow criado pelo Estúdio Livre, também sem pagar um puto se quer. Em compensação conseguiram um patrocínio de 5 dígitos da Petrobrás, utilizando toda essa plataforma. Foi rídiculo ver o filmes de uma galera intercalados pelo logo gigantesco da estatal do petróleo.

Utilizam-se de uma ideia interessante, fonte aberta, cultura livre, socialização dos bens simbólicos, para tirar o seu. Capitulam esse conceito dito libertário para explorar e faturar emcima dos outros. E pior, sem pagar nada. Uma verdadeira servidão voluntária em sua versão digital. Tudo pelo conhecimento livre, não é livre a plataforma? O patrocínio não é!

Essa é uma das histórias, tem outras…