Liberalismo e melhoria social são termos que não combinam

É extremamente complicado no Brasil como em qualquer parte do mundo, mas principalmente em um país subdesenvolvido, a crença da democracia como algo natural e inevitável, bem como a crença que o liberalismo economico significa melhoria social e preservação do bem comum e, principalmente, a garantia de direitos.

Zizek está certo ao afirmar que todas as reivendicações do Manifesto Comunista foram atendidas pelo capitalismo dirigido, na melhor e pior da hipótese, pela social democracia; execeto uma reivindicação: A ABOLIÇÃO DA PROPRIEDADE PRIVADA.

Atribuir de liberais comportamentos de esquerda, mesmo da esquerda mais liberal e moderada, é um equívoco conceitual comum nesses tempos de ativismo “autonomista”. O que se propunha como um novo paradigma de organização, renegando todo o percurso da esquerda histórica se converteu em um diapasão de forças sociais, impedindo qualquer pressão política em torno de uma demanda. E principalmente a troca de força entre o poder instituído e seus opositores.

A massa se conforma em ser gregária. A tática é pela tática. O black blocks vira modismo, protesto vira rave. A massa na rua não é incapaz de interferir em qualquer decisão do status quo. O próprio poder instituído absorve as manifestações, o vandalismo. Não se desmascara mais os aparatos ideológicos de dominação, uma vez que já estão escancarados e desacreditados. Só a apatia fica.

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