RIO: Cineclube Sala Escura – Sessão Latina “El otro Francisco”

EL OTRO FRANCISCO

Cuba, 1974, 100 min, P&B, Legendas em Inglês, 35mm

Direção: Sergio Giral Roteiro: Sergio Giral, com a colaboração de Tomás Gutiérrez Alea, Héctor Veitía e Julio García Espinosa Fotografia: Livio Delgado Som: Germinal Hernández Montagem: Nelson Rodríguez Elenco: Miguel Benavides, Alina Sánchez, Ramoncito Velóz, Margarita Balboa, Adolfo Llauradó

Data e hora: quinta, 10/02/2011, a partir das 18:30
Local: Cinematec do MAM/RJ – Av. Infante Dom Henrique, 85

Sinopse: O amor impossível entre o escravo Francisco e Dorotea, uma escrava doméstica cobiçada por seu senhor. Inspirado na novela “Francisco: el ingenio o las delicias del campo”, de Anselmo Suárez y Romero (1818-1878), considerado o primeiro romance abolicionista escrito em Cuba. Não se trata de uma adaptação, mas de um novo olhar sobre o romance, buscando encarar o tema da escravidão através da resistência dos próprios negros, inserida em uma interpretação marxista de luta de classes. Portanto, trata-se de um “outro Francisco”, não o de Suárez y Romero.

É o primeiro filme da trilogia sobre a escravidão em Cuba no século XIX, realizado por Giral, completada por “Rancheador” (1976) e “Maluala” (1979), apelidados de “negrometrajes”. A temática negra já havia aparecido em seu curta “Cimarrón” (1967) e voltaria a aparecer, após a trilogia, no longa “Plácido” (1986). O realizador Sergio Giral foi um dos primeiros negros a dirigir longas-metragens de ficção no ICAIC (Instituto Cubano del Arte e Industria Cinematográficos).

A trilogia de Giral está inserida no crescente interesse em Cuba, na virada dos anos 1960 aos 1970, pela herança cultural africana no país caribenho. Essa valorização do elemento negro na formação da identidade cubana se coaduna com a aproximação do governo de Havana com a África, ao auxiliar as lutas de independência do continente, culminando na intervenção militar cubana na Etiópia, em 1978, para combater a invasão somali e, principalmente, na guerra civil de Angola, a partir de 1975. Os últimos soldados cubanos saíram de Angola em maio de 1991.

Sergio Giral nasceu em Havana, em 1937, filho de pai estadunidense e de mãe cubana. Entre 1953 e 1959, estuda nos Estados Unidos, regressando a Cuba, após a vitória da Revolução. Ingressa no ICAIC, em 1961, onde trabalha como diretor e roteirista. Desde os anos 1990, volta a residir nos Estados Unidos, onde realiza vários filmes, entre eles, o documentário “The broken image” (1995), sobre ex-profissionais do ICAIC que abandonaram a Ilha.

Mas antes, o curta

CUANDO TERMINA EL BAILE
Cuba, 1985
Direção: Gerardo Chijona
10min, Cor, V.O., 35mm

Sinopse: Os bastidores do mundo das modelos e dançarinas de cabaret. Os conflitos entre a vida profissional e pessoal, além das dificuldades no momento da aposentadoria, devido à falta de perspectivas.

ENTRADA GRATUITA / EXIBIÇÃO EM PELÍCULA

O Cineclube Sala Escura é uma atividade de extensão da Plataforma de Reflexão sobre o Audiovisual Latino-Americano (PRALA) da Universidade Federal Fluminense (UFF).