Esclarecimento: sobre a verba do filme

por Frederico Neto

Informo, como proponente desse projeto, que o filme não está sendo financiado com a dita verba excedente do Catarse.me.

Vamos ser realistas, o esquema de financiamento em fundos colaborativos não permite lucro, todo o excedente é direcionado ao próprio projeto e as recompensas. No site da banda podemos acompanhar todo o corre que está sendo feito e como a verba que nós (sim, eu também contribui com o projeto!) botamos no disco está sendo gasta. Isso é transparência, algo que não estamos habituados. Infelizmente!

Ainda sobre o filme, a grande colaboração da banda Dorsal Atlântica foi aceitar participar desse projeto de filme documentário que não é um institucional ou chapa-branca. Estão nos dando total liberdade em relação a forma e aos assuntos a serem abordados, além de nos ajudar com contatos, datas e material de arquivo. A equipe do filme não está exigindo nada da banda, muito menos dinheiro. Cobrar qualquer coisa dos músicos seria antiético e nos impediria de ter independência na abordagem que estamos fazendo.

Outra questão importante para esclarecer, é que o projeto estava sendo pensado muito antes da volta da banda, o que nos fez adiantar a pesquisa e já agilizar a produção, e é por conta disso que estamos fazendo com verba própria (que é pouca) e com apoio de parceiros e conhecidos que se somam a cada dia.

Segue uma notícia publicada no site da Dorsal Atlântica (não consegui linkar ela, mas dá pra ver no menu novidades):  

DESPESAS DA CAMPANHA DO NOVO CD
Um disco não é feito só de vontade, mas também de despesas. Além dos ensaios, e de boas composições, toda banda precisa de “infra”, de estrutura. Isso quer dizer locomoção, alimentação, cordas, baquetas, peles, tudo isso antes mesmo de entrarmos em estúdio. Uma das despesas é a manutenção de nossos equipamentos. Válvulas novas foram compradas para o amplificador Marshall que uso, desde os anos 80, além da retífica, que inclui consertos e precauções, para que o equipamento não nos deixe na mão. Há amplificadores de renome no estúdio Superfuzz, no qual gravaremos nosso álbum, mas meu ‘ampli” de estimação me caracteriza e me “empresta” o som que me dá corpo e personalidade.

O carioca Cássio “Luthier” (foto) é o nosso homem de confiança desde os mesmos anos 80. Eu e meu irmão devemos conhecê-lo desde 1983 ou 1984 e Cássio sempre foi um excelente profissional. Cássio é amigão, mas também é despesa e como prometemos, manteremos os apoiadores informados de todos os passos e investimentos, inclusive esses “desconhecidos”.