Encarte em PDF do disco 2012 feito pelo Felipe Bravo

2012 - encarte em PDF

2012 – encarte em PDF

Resenha por Felipe Bravo:

29/04/2012 foi um domingo, primeiro dia da campanha , fui o primeiro a contribuir e talvez eu tenha sido o último a receber ( recebi ontem, dia 08/01/2013 ). Eu estava na expectativa nos últimos dias, mas sempre que eu chegava em casa a mesa estava vazia. Ontem, resolvi ir trabalhar com a camisa da Dorsal ( Antes do Fim ). Trabalhei , fui pro curso a noite e quando chego em casa, meu sobriho lindo ( 6 anos ) sentado à mesa com um pacote à sua frente : “Titio, o que você comprou ?”. Emocionei, sério.

Depois de tanto ler, chegou a minha vez de escutar. Muitos textos citaram a simplicidade e a precariedade do trabalho. Eu, talvez por ser um pouco mais apaixonado pela banda que o costume, vi de forma diferente. Encarei como um trabalho coeso , completo, complexo e variado, desde os timbres rasgados até os vocais diferentes. Não é um disco linear e de fácil digestão. Li em algum lugar que é um apanhado de todas as fases da banda. Eu, sinceramente, quase não vi elementos do antigo Dorsal. 2012 é uma renovação, é outra banda.

Meu filho me vingará

Nada mais nada menos que uma das melhores músicas da banda. O “uuahh” inicial é Celtic Frost, saudoso, delicioso e bem-vindo. Me veio algumas influências, talvez não propositais, como RDP ( 84/86 ) e Sodom da mesma época. Base simples numa arquitetura complexa, é um metal transformado em hardcore antigo, meio punk meio hard rock. O solo é uma pérola à parte, a cereja no bolo. Gosto muito da linha de vocal nessa música.

Stalingrado

Diferente do “gemido” inicial anterior, esse é debochado, quase sonolento, mas que cresce ao longo da música de forma agonizante ! Sensacional esse detalhe.
Corrupto / Corruptor é uma das minhas favoritas. Não pela semelhança inicial “boba” com Seek and Destroy, mas sim pelo vocal , talvez o mais nervoso do CD inteiro : “Para haver corrupção tem que ter corruptoooor”, nervoso, após uma violenta analogia com estupros. Se existe uma perfeita união entre Dorsal e Mustang, essa é a música, putaqueopariu.

O riff inicial de Contenda me lembrou Prong. 🙂

Operação Brother Sam é um épico fantástico !

Jango Goulart é um soco no estômago.

As bandas que mais gosto, internacional e nacional, respectivamente, são Prong e Dorsal . Entre elas as semelhanças não param na quantidade de integrantes ( 3 ) : ambas as bandas , a cada lançamento, vem com algo novo ; preocupação histórica e política ; vocalista canta, toca guitarra e compõe todo o material. Entre outras semelhanças. Carved into Stone ( 2012 ) trouxe um Prong nunca antes visto, mais rápido e com solos, coisa inédita. Não preciso dizer que esse CD é o meu preferido do ano passado, junto com o 2012. As coincidências são muitas.

O que esperar do futuro da Dorsal ? 2012 é um excelente disco, um peixe fora d´água na mesmice do metal nacional, mas me arrisco a dizer que ele ainda é uma transição do que está por vir. Gostaria de ver letras mais subjetivas e menos dissertativas ( não que isso seja uma qualidade ruim, mas seria quase uma novidade na banda ). Não espero superprodução, na verdade, espero a sinceridade de sempre. Mas espero que os envolvidos estejam com o mesmo tesão que tinham ao gravar os melhores CDS. Nós sentimos isso, podem acreditar.

Pra terminar esse longo texto ( sorry ) , fiz um encarte simples, com as letras disponibilizadas no site oficial e a ilustração ( em versão colorida ) que fiz pras costas da camiseta do projeto. O formato do encarte tá pronto para impressão : imprime a primeira folha, coloca de volta na impressora, imprime a página 2 : folha 1 pronta, frente e verso. Repete a mesma coisa para as outras, depois é só recortar, dobrar , grampear e colocar no cd.

Obrigado Dorsal, 2012 é fantástico.

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