Zona Punk: Metal Punk Fest III com Warsicknnes, Social Chaos, Whisptriker e Apokalyptic Raids

30/07/2017 – Zapata – São Paulo/SP

Metal Punk Fest III com Warsicknnes, Social Chaos, Whisptriker e Apokalyptic Raids

Nas imediações do Ananhagabaú, onde fica o resistente Centro Cultural Zapata, ocorreu o encerramento da turnê das bandas cariocas Whipstriker e Apokalyptic Raids. O acaso e improviso ou uma “força maior” me levaram ao Metal Punk Fest III, que ocorreu no último domingo (28) e que teve a abertura as bandas Warsickness e Social Chaos.

A galera que veio conferir o barulho ainda estava entrando no local quando a Warsickness fez as honras de abrir o evento com o seu potente e vitaminado thrash metal com pitadas de crossover, remetendo bandas como Hirax, Tankard, SOD e Municipal Waste. O iconoclasta vocalista, Diogo Moreschi, ficou o show inteiro no meio da galera agitando e interagindo com os presentes. O quinteto de Itapevi não perdeu tempo, mesmo com um ou outro problema técnico tudo era resolvido rapidamente sem prejuízo e muito bom humor. Destaque para “Evil Christ” e “In Beer We Trust”.

Na sequência sobe ao palco ou melhor, no pequeno degrau que separa o público a Whipstriker, que inicia o setlist formando uma insana roda de pogo. A banda, que dispensa apresentações, estava a vontade e segundo o Victor, vocalista e baixista: – São Paulo é a segunda casa. O público não deu sossego para quem veio só “ver” o quarteto, que fez uma apresentação alucinada com destaques para “Lucifer Set Me Free”, “Troopers of Mayhem” – não por acaso dedicada ao presentes – e a saideira e clássica “Crude Rock’n’Roll”. Não acredita, olha isso aqui:

Enquanto a galera mal se recuperava, a Apokalyptic Raids, outra banda que dispensa apresentações, rompe os primeiros acordes do icônico hino “I’m a Metalhead” formando um aglomero. Na segunda música, “Nightmare (In Frost and Fire)” forma-se a primeira roda de pogo. Destaques para “Victim o’Velocity”, “Evil” e o encerramento com as clássicas “Apokalyptic Raids” e “Hellhammer”. Mas o público pedia mais e o “bizz” ficou por conta de “Voyeur”.

Com a proposta de enterrar a turnê dos caras, segundo o aviso de Borella – vocalista e baixista da Social Chaos, banda que fechou o evento da melhor forma possível: com violentos decibéis para arrebentar os tímpanos dos desavisados. Notadamente uma banda influenciada por Extreme Noise Terror, Napalm Death e adepta do “in grind we crust”. Destaque para o vocal que lembra Gorefest, a bateria precisa e a música “Escombros sob Escombros”.

Diferente do GIG de Curitiba, em São Paulo existe toda uma cena metalpunk estabelecida com pessoas agitando as coisas há umas décadas. Vida longa!