A Sangue TV está distribuindo e prestando consultoria em licenciamento do longa Pazucus – a ilha do desarrego, dirigido por Gurcius Gewdner.

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Pazúcus: A Ilha do Desarrego é o proximo longa metragem de Gurcius Gewdner. É uma homenagem aos filmes de Lucio Fulci, Roger Corman, Frank Henenlotter, Zulawski e Colin Eggleston. Este trailer é uma recriação em homenagem ao trailer de Long Weekend, o clássico Oxploitation de 1979, dirigido por Colin Eggleston.

Pazucus: Island of Vomit and Despair is the next movies of Gurcius gewdner and a love letter to the movies of Lucio Fulci, Roger Corman, Frank Henenlotter, Zulawski and Colin Eggleston. This trailer is a hommage to the oxploitation 1979 classic: Long Weekend, directed by Colin Eggleston.

Pazucus é a continuação de Bom Dia Carlos e prossegue com as desventuras trágicas de Carlos e seus amigos, em um mundo de desespero, vomito e monstros profetizantes. É um novo filme de Gurcius Gewdner, em fase de finalização.

Sobre “Bom Dia Carlos” :

Bom Dia Carlos, 17 min, 2015

Carlos se vê perturbado por uma potente inquietude. Já seu analista está obcecado pela ideia de que deve eliminá-lo para salvar sua ilha. A ilha é, por excelência, um território perturbado. Pedaço de terra desligado do continente ou território que emerge dos abalos advindos do centro do mundo: voltar a se integrar ao mar é o fantasma que ronda todas as ilhas. Existe, nessa relação tensa entre mar e ilha, uma oposição entre civilização e destruição, forma e informe, cultura e caos unidos em um carinhoso e escatológico tributo a Carlos Reichenbach, Lucio Fulci e Andrzej Zulawski

Carlos finds himself troubled by a powerful restlessness. At the same time his analyst is obsessed with the idea that he should delete Carlos in order to save his island, Florianópolis . A island is , by excellence, a troubled territory. Piece of land separated off the mainland or territory emerging and arising from the center of the world shocks : re- integrate into the sea is the ghost that haunts all the islands. There is in this tense relationship between sea and island, an opposition between civilization and destruction , shape and inform , culture and chaos united in a loving and eschatological tribute to Carlos Reichenbach , Lucio Fulci and Andrzej Zulawski.

Gurcius Gewdner: Born in 1982, Gurcius Gewdner is recognized in Brasil for its peculiar work as a director, editor, musician and visual artist, having led and participated in some of the most absurd, insane and hallucinating artistic and film projects of the past 15 years produced in Brazilian lands, not only as a director, but in important partnerships with other artists and directors.

Sobre ” Pazucus: A Ilha do Desarrego / Pazucus: Island of Vomit and Despair “

Enquanto Carlos (protagonizado por Marcel Mars) se vê perturbado por uma potente inquietude estomacal, seu analista está obcecado pela ideia de que deve eliminá-lo para salva a ilha de um poderoso tsunami. Paralelamente, Oréstia & Omar buscam harmonizar sua relação em um acampamento e se veem, gradualmente, oprimidos pela natureza que de paradisíaca vai se tornando infernal. Dentro do intestino de Carlos, monstros fecais preparam-se para seu fim. A paranoia, a feitiçaria, a loucura e a fala profética conduzem os destinos dos personagens de Pazúcus. A racionalidade dos saberes científicos nada podem contra essa força descentrada do ser que entra em contato com o estranho que o habita e que não consegue controlar.

Herança de Platão, Descartes e Kant, há uma apaziguadora ideia de que o pensamento pode dar conta da existência e de que a subjetividade humana seria produzida por eixo evoluído cabeça-coluna, sendo nossas emoções mais profundas elaboradas na linguagem, na razão e na possibilidade de pleno esclarecimento. Pazúcus, entretanto, propõe uma espécie de subjetividade intestinal, dignificando as vísceras, o sistema excretor, como local de surgimento dos mais diversos afetos humanos: estes que tangem a loucura, o descontrole, o animalesco. Aqui, perde-se a cabeça e age-se pelo impulso visceral.

O filme de Gurcius Gewdner retira o medo desse lugar da patologia e o apresenta como força radicalmente humana que retorna com frequência, porque constantemente recalcado pela razão civilizatória, lembrando que o informe está à espreita tanto fora como dentro e que as potências da destruição podem ser tanto aquilo o que mais tememos como aquilo que mais profundamente nos constitui. Na narrativa do filme, razão e descontrole, desejo de civilização e forças de barbárie se friccionam e se problematizam animadas pelas ameaças da terra e as ameaças do corpo, conduzindo até o desfecho no qual a dissolução de todos os seres parece ser a única possibilidade de comunhão.